sábado, 16 de maio de 2015

Não será a mesma coisa?

A família do Senhor António Fonseca Mendonça de Aristides, foi sempre a família mais rica de Portugal. Talvez por razões desconhecidas e vários conflitos dentro do seio familiar, a pouco a pouco o Império, se foi esfumeando até que prendeu fogo por completo e por completo desapareceu sem deixar rastro das quantidades de milhões existentes pertencentes ao povo que ficou mais teso que um bacalhau seco ao sol.
Esta família era uma das peças fundamentais para poder manter o equilíbrio de forças fundamentais para seguir em frente sem qualquer desmoronamento. No entanto, a corda rompeu-se dando origem ao maior naufrágio jamais existente em Portugal. O incompreensível é como podem existir estes naufrágios numa população cuja maior parte nem sequer sabe nadar?
Ultimamente os naufrágios estão de moda, uns provocados por excesso de peso, outros pelas péssimas condições do mau estado em que se encontram os barcos das mesmas e outros é porque existem forças devidamente estudadas para que ditas embarcações não cheguem a nenhuma parte. É aqui onde reside a força motriz provocadora de todos os males, igual dá que seja um naufrágio de uma embarcação ou de um Banco! O importante é a destabilização de tudo quanto se move, provocando uns certos vazios em proveito do parasitismo, cujas raízes sabem muito bem chupar a seiva restante sem qualquer impedimento.
Qual a diferença existente entre comportamento de destruição massiva praticado pelos Estados e o comportamento de uns ignorantes assassinos, impedidos de uma outra forma de vida? Não será a mesma coisa?  A mesma coisa é, salvo que os Estados sejam eles quais sejam, antes de cometerem os seus crimes os legalizam com leis adequadas para que nunca tenham que responder por ditos crimes, enquanto aos assassinos vulgares, serão presos porque nesta vida não há lugar à vulgaridade.

A condição humana está sujeita a todas as tempestades, mas o que não deve nem pode tolerar é que uma classe de parasitas incompetentes, elogiem os autores de todas estas catástrofes como se fossem autênticos Deuses, quando em realidade não são outra coisa que uns verdadeiros burlões sem um mínimo de escrúpulos. 

sexta-feira, 15 de maio de 2015

A todos os Portugueses

Não é assim tão difícil compreender, quando um cidadão dá o seu voto de confiança seja ao PSD, PS, PCP, BE ou qualquer outro partido,” dito voto,” de maneira nenhuma pode valer para tudo, incluso tirar olhos, deixando-nos assim completamente cegos, sem qualquer direito de ter direitos e muito menos, de poder usufruir dos direitos que nos roubaram.
Imaginamos, por exemplo um grande Império, onde tudo funcionava mais ou menos bem. Havia trabalho mais ou menos para todo o mundo, cujos cargos administrativos eram e continuam a ser muito bem pagos, tanto os efetivos, como os reformados são uns autênticos privilegiados, em relação às classes trabalhadoras.
Este Império que pertencia aos avós dos meus visavôs, que em tempos remotos se dedicaram a tudo para conseguirem, isso sim, de uma maneira honesta, energia suficiente para iluminar todos os lares portugueses. Não só, o conseguiram, como foram capazes de passarem esta tarefa além- fronteiras. As dificuldades só os Deuses a que podem responder a esta questão porque nos é totalmente impossível saber a quantidade de mortes e feridos nesta trajetória deste maravilhoso Império. Não há muito na construção da barragem do rio Tua foi noticiado a morte de dois ou três operários, em que nada se sabe como vivem os familiares destas pobres vítimas.
Imaginamos as mortes existentes neste trajeto em que dito Império começou a chamar-se Hidro Elétrica do Douro, começando a criar Barragens em Picote, Pocinho, Tabuaço, Régua, Vila Nova de Foz Côa e outras tantas espalhadas pelo País de um valor ilimitado. Além disso, a criação desta riqueza deve-se ao suor de milhares e milhares de Portugueses, onde algumas centenas deles deixaram a vida para que este sonho se tornara uma realidade.
O incompreensível é que depois de tantos sacrifícios e de tantas tempestades conseguiram com acresces o que procuravam. Todos tínhamos luz e riqueza e em vez de bonança nos deparamos com o próprio Diabo. De um dia para outro, nos roubam tudo, isto é, não só nos roubam todo o bem material, como também, toda a honorabilidade dos nossos antepassados que morreram, para nos deixarem uma vida desafogada e em vez disso, nos abrem as portas da nossa casa para que o ladrão entre e nos roube quando quer e como quer.
A pergunta a fazer é para que serve o nosso voto? Em princípio, o nosso voto de confiança devia de servir para que os governantes administrassem a nossa riqueza e nunca jamais a vendessem ao primeiro impostor. O que não pode ser é gastarem-se milhões de euros em eleições á procura das pessoas certas para governar; e em vez de governarem começam a vender todas as nossas empresas, a roubarem-nos as nossas reformas, a porem medidas de austeridade, a criarem situações de ódio entre o povo, empacotando a justiça em contentores e venderem os Palácios desta aos Senhores possuidores de vistos Gold. Num País, onde já nem sequer existe justiça, nem nada que seja dos portugueses, para que votamos?
O voto dá direito a governar e não a vender. Portanto este abuso de poder, está devidamente esclarecido tanto na Constituição como nos Códigos Administrativos ou Penais que nenhum individuo ou grupo de indivíduos podem vender o que não é deles e muito menos quando se trata de bens Públicos que fazem parte do Património do Estado? Para vender o que não lhes pertence, só o podem fazer através de uma procuração notarial, ou ao abrigo do disposto nos arts. 138., nº 1, e 142, todos do Código Civil e nos arts. 891 e tantos outros que nem faz falta continuar para que todo o povo Português fique interdito não só de todo o seu Património, com também de todos os seus direitos.
Como é possível que um dos membros do Governo venha perante os meios de comunicação social dizer que a TAP deve mil milhões nem se sabe aquém, se fazem OS DEZ DIAS DE GREVE,  terão umas perdidas de trezentos milhões, assim o valor da venda já nem sequer chega para pagar as dívidas? Estamos a falar de aviões ou de carros de bois? É necessário saber do que falemos, porque até aos dias de hoje nunca se soube por quanto foi vendida a relíquia chamada CORREIOS
Que democracia é esta que não respeita os órgãos de soberania? Será que neste País os Tribunais não fazem parte de soberania? Como é possível que os maiores crimes praticados neste País, em vez de serem investigados pelas autoridades judiciais competentes, passam a ser um espetáculo na Assembleia da República? É que um deputado tem mais conhecimento ou experiência de vigarices, burlas, desfalques, falências, assaltos e tudo quanto crime do que um agente Judicial? Se é assim, para que serve a polícia Judiciária? Para prender os que roubam um pão para comer?

Infelizmente se não é assim, assim o parece. Segundo factos reais todos os portugueses estão interditos, Uma triste e reles minoria que não chega a 0,001% conseguem apoderarem-se de tudo que pertence ao povo e se este quer sobreviver só lhe resta emigrar, mas que faça atenção porque na Austrália segundo reportagens que sobrevoam por cima das nossas cabeças, já há indícios de escravidão e não só, se és mulher, te obrigam a fazer o que não queres e assim vai o mundo nos dias de hoje. Meus caros patetas, esta é a pura realidade em que se vive,  se estais cegos para não a ver, pelo menos tentai escutar, caso contrário não tardará muito que nos passe o mesmo do que passa no outro lado do Mediterrâneo. 

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Um dia de luto


Hoje de vez em quando, o Sol espreita através de algum espaço ausente de nuvens. Dá a impressão que esta divina Estrela se esconde de vergonha entre as nuvens para mirar aqueles que perderam a sua luz, o seu calor, a sua confiança e toda a essência de pensamento, pensado que o Sol quando nasce, nasce para todos, mas afinal, só nasce para meia dúzia, sendo estes a decidirem quem deve ou não deve usufruir do calor que devia ser para todos!
Adorado Sol, não existem nem dúvidas nem incertezas que tu não sejas a própria vida, pela simples razão de quando deixares de dar luz a tudo que gira ao teu redor, tudo se apagará da mesma maneira como te apagaste. A pergunta a fazer-te, é porque deixas que a maior parte de obscurantistas, malfeitores, gente de mal viver se intrometam entre o teu grande horizonte? Esta intromissão, o único para que serve é criar espaços sem luz, deixado um noventa por cento deste planeta completamente às escuras. Eu sei, divina Estrela, que não sou ninguém para dizer-te seja o que seja; mas nem imaginas, como estou completamente desiludido e triste, portanto de luto, com todos estes horrores instantâneos; que mesmo antes de acabarem uns, já estão a surgir outros ainda mais arrepiantes. Como é possível que consintas estes crimes terroríficos sem que os verdadeiros autores dos mesmos, não sofram na pele nem mais nem menos o mesmo que sofrem as vítimas destes horrores?
É bem certo o provérbio popular que “ em terra de cegos qualquer zarolho é Rei.” Não há qualquer necessidade de ir ao passado em busca de exemplos, quando os temos diante das nossas próprias narizes, sem sequer nos darmos conta do que passa nesta pobre Europa. É incrível e como pode ser possível que a Europa nestes precisos momentos esteja completamente cega e isenta de qualquer sentido comum? A Europa não só leva anos a ser saqueada, como está a caminho das mesmas situações em que estão sujeitos milhões de seres humanos em vias de extinção.
A cegueira é de uma dimensão sem limites, para mal de todos os pecados, ainda existe uma grande quantidade de miseráveis, sem sequer terem capacidade de sobreviverem, ainda apoiam com punho e letra esta cambada de Zarolhos que governam a Europa. Não é de hoje nem de ontem, que certas instituições são governadas por certas personalidades escolhidas a dedo para desempenharem funções em benefício do próprio Diabo. Não há dúvida, que nesta terra nada é feito ao caso, muito antes de tomarem decisões a classe pensante já sabem as consequências finais, porque raramente se equivoca na classe de Zaralhos que metem ao seu serviço. Uns além de serem Zarolhos cospem quando falam, outros nem sequer sabem falar, no entanto, estas cabeças desordenadas e esquizofrénicas sabem muito bem obedecer e cumprir ordens e limpar os sapatos dos seus Senhores, no momento exato que eles o necessitem.
Assim, no mundo das Primaveras Árabes qualquer Zarolho está disposto a fazer a fotografia a favor da destruição maciça, e ao mesmo tempo demonstrar ao seu amo que lhe é fiel e escravo. Muito antes de começar a primavera Árabe na Tunísia já o Presidente tinha negociado o seu exílio político e ao mesmo tempo segundo fontes jornalísticas acusavam de uma certa cumplicidade a membros do Governo Francês da época do célebre Sarkozy, de receberem grandes privilégios do clã do Ditador Tunesino Bem Ali. Como as férias em diversos lugares da Tunísia em avião particular, feitas pela então Ministra dos Negócios Estrangeiros Michèle Alliot-Marie.
Este comportamento e a forma como se desenrolaram os acontecimentos da chamada Primavera Árabe, deixa bem transparecer a benevolência dos ditadores perante os revolucionários. Tanto Tunísia como Egipto, foi um golpe bem montado para fins monstruosos como por exemplo, transformar uma parte da Africa Central em minas de Céu aberto, o Mar Mediterrâneo no maior cemitério do mundo, a Síria num genocídio lento e coletivo, igual dá que morram em combate ou em campos de concentração e se conseguirem escapar a todas estas ratoeiras e tentarem fugir para Europa; podem estar seguros se não morrerem na ida, morreram na volta.
Quanto ao Egipto as rasões não são as mesmas da Síria nem as mesmas da Líbia, no entanto, queremos dizer que a gravidade do Egipto é bastante complicada, a prova mesmo muito antes de terminar a primeira etapa, já os augúrios indicavam pela forma revolucionária deste País que dita revolução não é outra coisa que uma verdadeira fantochada ao serviço do núcleo diabólico que quer comandar o Mundo. O Egipto depois da era de Cristo, perdeu toda a sua essência e por mais que tente a sua independência nunca o conseguirá, porque talvez, a própria Cléopâtre, tenha sido a verdadeira culpada de todos os males ao entregar-se de corpo e alma, primeiro a César depois a António, coisa que os Deuses não lhe perdoaram tal traição, como nos dias de hoje, tão pouco os mesmos Deuses podem perdoar a traição feita ao povo Egipto pelo Presidente Mubarak, por um lado o consentia e por outro o condenava. O certo é, que umas vezes em cama de rodas, outras em braços, aparecia por meio de uma magia inexplicável e que nada lhe passava porque tudo indica que ele fazia parte do complô com o Ocidente, como Cléopâtre o fazia com Cesar.
Esta versão desde o início da revolução se previa os fins da mesma, na História da humanidade nunca existiu nenhum ditador que tenha sido capaz de resistir a uma força revolucionária cujos componentes da mesma, estejam integradas as forças de ordem e do exército. E se resistem depois da “Vitória” dos insurgentes, não deixa lugar a dúvidas que o Ditador está dentro do complô, ao que já não podemos chamar revolução, mas sim um pré acordo de destruição maciça a favor dos falsos Deuses.
Gadafi no momento em que se aproximava a vitória revolucionária já tinha uma dezena de atiradores profissionais por se acaso, algum falhava, já estava outro para o arrematar.” Crime premeditado”! Estas são as regras impostas pelos Senhores que se julgam os Deuses do Mundo, desconhecendo por completo que algum dia, mais cedo ou mais tarde, terão que prestar contas nem se sabe a aquém, o certo, é que ditas contas não estão esquecidas, sobretudo os saqueios e tudo o que é de mais sujo já está a florescer, portanto já é hora de se começar a fazer justiça e que os verdadeiros criminosos comecem a sentir nas veias o mesmo que sentiram as vítimas, sem terem nem sequer um indício de razão, porque os bombardeavam e muito menos, porque os matavam.
As consequências da chamada Primavera Árabe, ainda não se revelaram, contra os seus inventores, como em todas as coisas jamais percorrem como nos gostaria que percorressem. Tudo tem o seu princípio e o seu fim, mesmo dando a impressão que tudo está estagnado ou melhor dito, dormido, não quer dizer que os seus verdadeiros efeitos não se despertem ao fim de uns quantos anos, para cumprirem e fazerem a justiça que não foi feita.
O calor começa a fazer o seu efeito, o Mediterrâneo sempre foi o lugar ideal para que os Europeus se refrescassem. Mas, como podem compreender esta nossa civilização, em vez, de nos levar ao Paraíso nos leva, nem sequer sabemos a onde. O certo é, que os Paraísos só servem para guardarem o dinheiro que nos roubam e o pobre Mediterrâneo nestes momentos deixou de o ser, para se transformar mo maior cemitério do Mundo; em questão de minutos “aloja” carradas de esfomeados que vinham em busca de um bocado de pão, por muito duro que fosse.

Caros Europeus, por mais calor que tenhamos não devemos refrescar-nos em cemitérios, porque alguns desses mortos talvez se transformem em sereias e nos confundam com os mortos e assim sucessivamente.

domingo, 26 de abril de 2015

O 25 de Abril

Hoje faz quarenta e um anos que me despertei num hotel de Paris. Liguei a televisão não só para ajudar-me a despertar, como também enquanto fazia a barba, me ponha em dia com as notícias. Acabava de ensaboar a cara, quando escuto o não imaginado jamais na minha vida, “Coup d´État au Portugal”. Saí do quarto de banho, como se estivesse sonhando, mesmo diante das imagens televisivas pensava que os golpes de Estado só existiam em repúblicas bananeiras, e não na Europa. Limpei a cara, vesti qualquer coisa, desci à receção para assegurar-me que não sonhava e ao mesmo tempo necessitava de compartir este grande sentimento de euforia com alguém que sentisse a mesma coisa. Qual é o meu espanto, ao ver que não era só eu, que tinha essa necessidade, mas todos aqueles que se encontravam na receção, além de franceses existiam belgas e espanhóis e sobretudo estes, não só estavam eufóricos com o País vizinho, como também sonhavam com a liberdade de Espanha.
Quarenta e um anos passaram na minha vida, a não ser o nascimento dos meus filhos, não há grandes coisas que me tivessem marcado como este acontecimento. O sentimento de liberdade é um sentimento inconfundível, um sentimento sagrado, intrínseco, acima de todas as coisas; porque só ele, a que nos define que somos nós próprios e jamais escravos e muito menos cães adestrados ao serviço de uns quantos monstros ignominiosos ao serviço do próprio diabo.
Ontem um jornal além- fronteiras, fazia alusão ao pacto diabólico dos três partidos, PSD, CDS e o Partido Socialista de introduzirem um controle prévio nos meios de comunicação na próxima campanha eleitoral. Não é de estranhar que alguns dias atrás o Tribunal de Contas tenha acusado o Tribunal Constitucional de desperdiçar o dinheiro do contribuinte. Quando as águas dos rios correm a velocidades turbulentas, algures haverá tempestades para tais efeitos. Não deixa de ser arrepiante, estes ataques à democracia, se é “que um conjunto de atrocidades se possam chamar assim”, no entanto não se pode compreender que o próprio partido Socialista esteja conivente na morte desta pobre e frágil democracia em vias de extinção.
O comportamento destes três partidos é bem o princípio de um complô conspirativo ditatorial, cujo Presidente da República não pode ter outra opção que dissolver a Assembleia da República e formar um governo provisório. Não é difícil compreender quando os maus presságios ultrapassam a linha da legalidade é porque alguma coisa se está a cozinhar.
Tribunais contra Tribunais, a verdade encarcerada em contentores, a educação enxovalhada, onde já se acusam os professores de estes fazerem sexo com alunos de catorze anos, toda a classe de abusos constitucionais. Numa só palavra, Portugal deixou de o ser, para se transformar numa escumalha escravizada pela União Europeia, Troika, FMI ou por qualquer meliante com os bolsos cheios de dinheiro para comprarem vistos Gold e poder fazer o que bem entender, como por exemplo montar bordeis de luxo, coisa que nos Países desses meliantes não podem fazer este tipo de negócios, porque ainda existe algum respeito pela mulher.
Como é possível que o povo português tenha estômago para suportar e engolir todos os sapos que nos metem pela garganta abaixo? Será que já estamos todos loucos? Dia 23 de Abril saí do meu buraco habitual, para dar uma volta pela célebre baixa de Lisboa. O turismo prometia, os comércios de luxo funcionavam, tudo parecia correr às-mil-maravilhas, salvo que tive a infelicidade de mudar de itinerário e ver o que não pensava ver. Gente de bom aspeto a vasculhar em caixotes do lixo à procura de um troço de pão para levarem à boca. Tenho-o escrito muitas vezes, mas felizmente nunca o tinha observado.
Quando um povo chega às condições de ter de vasculhar no lixo para sobreviver, só pode ser o próprio lixo em movimento. É uma autêntica vergonha que uma outra parte, do mesmo lixo, se movimente em altas cilindradas, gastando milhões de euros para festejarem hipocritamente o dia da democracia, quando ditos festejos segundo os avisos dos voos das aves não é outra coisa que a comemoração de outro fascismo jamais visto.
A Europa está a ultrapassar o mais alha incondicionalmente, cujos fins não podem ser outros que a sua própria destruição. Nestes momentos, os políticos Europeus, nem sequer têm a capacidade de ver se dois e dois são quatro, quanto mais compreenderem o abismo em que eles próprios estão metidos. A única coisa certa desta vida atual, é a desnudez total, e se tivéramos de continuar a passar fome; fazemo-lo com conhecimento de causa, e jamais em pró do desconhecido. O povo é o único órgão de soberania legal que tem o poder de eleger quem deve ou não deve governar.

A única solução viável é fugir da Europa como o diabo foge da cruz; em caso de dificuldade o exército não serve para outra coisa que por em ordem o que se encontra em desordem. Já o fez uma vez e que o volva a fazer, Mas, desta vez, que o faça na perfeição devolvendo a Cezar o que é de Cezar, nem que para isso tenha que baixar às profundezas do inferno buscar aquilo que nos pertence.

domingo, 19 de abril de 2015

Euforia

Por mais que se tente fechar os olhos a toda esta miséria humana, é totalmente impossível. Escárnio pela manhã, desconfiança ao médio dia, amedrontar pela tarde e por fim sorrisos amarelos de euforia porque a guerra contra à Grécia já está ganha.
Estes comportamentos persistentes têm muito em comum com as previsões meteorológicas, tão depressa anunciam que vai chover, com ventos moderados do sul, como de repente se transformam em tempestades com ventos à velocidade da luz, levando tudo pelo ar, deixando tudo às escuras sem ninguém saber em que mundo vive.
Não deixa de ser alucinatório de alguns aliciantes apregoarem aos quatro ventos a negativa do Senhor Vladimir Putin de colaborar com o Syriza na ajuda de recuperar a economia Grega. Creio que a Rússia não é um País à deriva e muito menos um País condicionado a quem quer que seja, com dignidade suficiente de fazer o que muito bem lhe pareça sem ter que prestar contas a ninguém. O diálogo entre Rússia e Grécia só a eles lhes compete resolver o que devem resolver. O que não se pode nem deve fazer, é meter colher de pau onde ninguém os chama. Segundo o Senhor Marc Roch foi bem o Goldman Sachs que ajudou a Grécia a maquilhar as suas contas. Num curto espaço de tempo a Grécia por esta maquilhagem contribuiu numa dívida de seis mil milhões de euros a esta entidade bancária. Isto é, uma entidade bancária e um Primeiro-Ministro desonesto metem a Grécia na boca de Lobos famintos, cujas consequências recaem exclusivamente no povo Grego e ao trata-se de jogadas não convencionais o que deve fazer o novo governo é prender o governo autor destas combinas altamente sujas e que sejam os autores das mesmas a pagar os crimes que cometeram.
 Com uma arrogância fora de comum, o Senhor Wolfgang Schäuble anunciava que a Grécia não tinha outro remedio que submeter-se aos compromissos da União Europeia, é lamentável que um político de tal envergadura se exprima com um autoritarismo como se o povo Grego e outros tenham a culpa do que fizeram os governos precedentes. Uma das piores coisas desta vida é obrigar a pôr de joelhos alguém que quer morrer de pé. Dá a impressão que o Senhor Schäuble desconhece a própria Historia do seu País.
Na década dos trinta do século passado, a Alemanha estava nas mesmas condições ou piores do que se encontra hoje a Grécia, no entanto, quando tentaram de uma forma ou de outra mete-la de joelhos, em vez disso, o único que conseguiram foi a total destruição da Europa. Estas exigências e a forma como estão a ser feitas é bem uma fotocópia do passado, os princípios são os mesmos, mas de maneira nenhuma podemos pensar que os fins vão ser a mesma coisa. A maldade do homem chegou ao fim de todos os princípios, abusando, maltratando, sodomizando, indiscriminadamente todos os povos sem condições de defenderem-se de quem os rouba. No entanto, os dias de hoje, nada têm a ver com o passado, não sou eu que o digo, mas sim o próprio autor da bomba atómica, um pouco antes de morrer.
Se o homem não encontra outra forma de viver a não ser a destruição maciça, um dia já não terá nada que destruir a não ser ele próprio.

  

domingo, 12 de abril de 2015

As barquinhas navegando pelo Inferno

Ser ignorante não é crime; no entanto, quando a ignorância ultrapassa as barreiras da imbecilidade, a sociedade corre o risco de se transformar em qualquer coisa fora de comum, podendo contaminar meio mundo ao idiotismo, sem destino nem perspetivas de uma razão de ser. Nesta vida cada um de nós, deve de ter o direito de exprimir-se conforme as suas convicções, mas de maneira nenhuma tem o direito de as impor seja a quem seja. É o pão nosso de cada dia, mesmo dentro da nossa própria casa, ouvir montes de barbaridades, algumas delas, por vezes, nos fazem rir e outras quando ultrapassam as boas regras de convivência devem de ser corrigidas no preciso momento que saiam da boca de ignorantes que nem sequer sabem o que dizem.
Num Estado de Direito, a liberdade de expressão deve de ser totalmente livre, sempre e quando, não existam insinuações, manipulações, situações obscuras, denegrindo a lógica do bem - estar em proveito do próprio Diabo, porque só ele, a que é capaz de desacreditar através de todos os meios mais maquiavélicos para destruir tudo e todos que o rodeiam para conseguir os seus fins demoníacos.
Para que não existam más interpretações, começo por dizer que em nada me preocupa o Diabo em letra grande ou pequena, porque felizmente há vários anos, isto é, desde muito criança que aprendi a distinguir a verdade da mentira e ao mesmo tempo, compreender a diferença entre a vida dos ricos e a vida dos e pobres. Por um lado, existia o Senhor poderoso; por outro, existiam os limpa - botas, sempre dispostos às exigências do amo, mesmo que este, exigisse em bandeja as suas próprias mulheres e por vezes as suas próprias filhas de tenra idade para satisfazer a sua perversidade. Estes miseráveis “Limpa-botas”, não tinham escrúpulos de nada e estavam sempre dispostos de uma maneira ou de outra, a satisfazer os desejos do seu amo. Se um pobre companheiro tivesse a infelicidade de fazer algum comentário destes abusos de menores, a primeira coisa a fazer era o desterro para muito longe, porque nessa localidade a partir desse momento fechavam-se todas as portas de sobrevivência. O castigo era eficaz, a fuga para muito longe ou uma morte lenta provocada com pancada de vez em quando por pisar terras proibidas, levando assim, um honrado e justo cidadão à loucura, e a uma morte horrorífica de frio e fome nos arredores do povoado. Simplesmente por comentar o que de maneira nenhuma podia comentar!
É arrepiante que este episódio e tantos outros, alguns deles com mortes praticadas pelas próprias autoridades, contra trabalhadores em greve, quando estes pediam um pequeno aumento!... Analisando bem esta ignorância ou melhor dito, esta arrogância de pensar que são aquilo que não são, em nada nos distanciam de tempos Feudalistas. Pelo contrário, nesses tempos ainda se conheciam as caras dos lobos e eram eles próprios, a fazer face a qualquer tentativa de impedimento das suas funções, enquanto hoje, os lobos se vestem com pele de cordeiro e é com o dinheiro do contribuinte que se fazem passar por grandes Senhores, quando na realidade não passam de uns autênticos “ limpa - botas” dos monstros que dominam o Planeta.
Esta lavagem de cérebros de atrofiamento ao povo, o que é, não é, e o que não é, é. Estas manipulações enganosas custam milhões ao contribuinte e é uma autêntica vergonha que alguns povos no seculo XXI, sabendo ler e escrever, estejam ao mesmo nível ou pior que na idade media. Nesses tempos longínquos, a maior parte da população vivia com o instinto de sobrevivência, hoje este instinto foi substituído, por vícios, dependências, comportamentos compulsivos e degenerados devidamente estudados para eliminar toda a decência Humana.
Uns dias atrás, num programa televisivo chamado Barca do Inferno, por mera casualidade, pela primeira vez, vi alguém que não tinha papas na língua, ao dizer e ao mesmo tempo expor as misérias existentes deste País. Estava a ser um momento agradável de programa, mas rápido se desvaneceu da mesma forma, como se desvanece a família dos Efemerídeos A falta de educação existente nesse programa, faz lembrar aquela história da mãe que grita à filha para chamar à vizinha o que ela é. É de um descaramento inconcebível que num País chamado de Direito existam instituições públicas com sistemas devidamente estudados e preparados para porem em causa a verdade e o bom funcionamento de uma verdadeira convivência.
Como é possível que alguém sem qualquer conhecimento de causa, tenha a vileza de impedir o comentário de alguém, quando dito comentário por si só, é uma verdade incontestável? Como podem ter comentaristas em programas públicos, que custam fortunas, despreciando fundamentos democráticos, enaltecendo princípios fraudulentos isentos de qualquer legalidade constitucional?
Sem grandes detalhes, uma Senhora comentarista comentava nesse programa as condições das prisões portuguesas e até ao momento que foi possível ouvi-la, não havia nada errado, pelo contrário, eram dados que deviam ser considerados de utilidade pública. Talvez, pela veridicidade de factos, se levantou um auguratório cujos áugures começaram por desprestigiar a Senhora acusando-a de plágio, dizendo-lhe o que dizia era uma política de pacotilha do sociólogo Boaventura Sousa Santos. Acrescentando que a sociologia desse Senhor era algo como a estravagância de Fidel de Castro! (…) Dito programa não contente com a primeira intervenção sai uma outro áugure dizendo que antes não existia Justiça, mas que hoje, já há Justiça. Uma outra Senhora pede esclarecimentos de tais intervenções e nesse momento a primeira Senhora que estava a falar ficou com o discurso a meio e o espetáculo transformou-se num disco raiado repetindo sempre a mesma coisa, sem qualquer intenção de deixar falar seja quem seja, exceto os áugures, que continuavam a dizer uma seria de disparates sendo uma autêntica vergonha que num País tão maravilhoso como o nosso, possa existir tanto veneno, envenenando sem dó nem piedade tudo que lhes passe pelas mãos.
O senhor Boaventura Sousa Santos é uma das pessoas mais bem conceituada além- fronteiras, galardoado em México, distinguido em toda América do Norte e do Sul, respeitado e admirado em todo Mundo. Na minha humilde opinião, é um dos melhores sociólogos deste Planeta. É verdadeiramente triste, mesmo para ficar de luto, ver como o teu próprio País tem programas de desprestígio onde qualquer “illettrée” tem o desrespeito de insultar e comparar como um charlatão, uma figura científica reconhecida mundialmente, enquanto neste País, só as Excelências de pacotilha e os degenerados têm direito a dizer o que querem, quando o que dizem sirva para enaltecer o genocídio de velhos, os desfalques bancários, a desnutrição das nossas crianças, a destruição total da nosso cultura impossibilitando os professores de fazer o seu trabalho, empacotando a justiça em contentores para que os Juízes não tenho acesso à mesma, não falando dos visados corruptos e todo esse mundo onde se movem biliões de Euros enquanto o povo mesmo aqueles que trabalham não conseguem chegar ao fim do mês.
 Por último, se vende Portugal a qualquer multinacional usurária como os correios e outras tantas coisas com efeitos destrutivos como se tratara de uma bomba atómica. Tão pouco, esta corja que nos governa, têm escrúpulos de sermos obrigados a fugir, da mesma maneira como fogem as ratas quando se apercebem de terramotos que se aproximam.
Assim dizia Luís Vaz de Camões: Por mares nunca de antes navegados passamos além da Taprobana.  
Muito triste e revoltado, me pergunto onde está aquela força humana que nos levou tão longe, para hoje sermos os últimos a chegar a nenhuma parte? Não é a miséria material que escandaliza, mas sim, a miséria espiritual e ver a passividade de um povo sem qualquer resistência de lutar pelos seus próprios filhos, deixando-os à mercê de qualquer monstro, podendo estes monstros fazem o que muito bem lhes apetece.

A maior tristeza nesta vida, é perder a nossa própria essência, ficando passivo a todas injustiças e ao mesmo ver como nos transformamos em autênticos zombies. 

quarta-feira, 25 de março de 2015

Gato escondido com rabo de fora

Por vezes, pensamos que somos imprescindíveis, tudo gira à nossa volta e só nós, a que podemos resolver todos os males que nos caiem inesperadamente sem termos tempo, de dizer seja o que seja. Este tipo de soberbia é muito normal em Países recém - saídos de ditaduras seculares, em que as novas democracias sejam elas de direitas ou esquerdas, nada de novo aportam, pelo contrário, o único que aportam é ódio, miséria moral, fome, desintegração familiar e todo o tipo de guerras intestinais devidamente analisadas e apoiadas por comentadores de todo o tipo.
Estas Excelências, que se dedicam a fazer comentários televisivos, uns professores universitários, outros politólogos, alguns formados em estudos superiores por universidades Estrangeiras como a de Harvard ou Oxfor, possivelmente, o único bom que fizeram na vida deles, foi gastarem o dinheiro dos seus progenitores em divertirem-se, porque os comentários que fazem são tão tristes e sem sentido que fazem lembrar os serviços de autocarros combinados com a CP que nunca chegavam a horas, Isto é, sempre se perdia o comboio porque a maior parte das vezes ficavam avariados no meio do caminho!..
O mesmo; passa com os nossos comentadores, nunca conseguem fazer um comentário próprio de sua autoria, têm sempre que recorrer à fonte dos acontecimentos como pedindo autorização ou mesmo o texto do que devem comentar. Como é possível que o povo português tenha estômago, para ouvir estes comentaristas manipuladores, ao serviço dos interesses diabólicos que estão a levar à destruição total, este maravilhoso País? Não existe um só dia que não haja matéria explosiva para ser comentada e meter os autores da mesma entre relhas, no entanto, estas ações criminosas cujos autores devidamente identificados, em vez de serem presos, ainda são tratados como Excelências dentro da própria Assembleia da República, sacudindo as moscas que os podem picar para outras bandas, livrando-se assim de todos os males e com grandes sorrisos tudo se transforma em aguas de bacalhau.
Assim, ao não existirem barreiras de prevenção de nenhuma classe, a delinquência continua com as suas façanhas impunemente, saqueando, roubando, vendendo o que não é deles, usurpando sem limites até ao momento que não tarda muito seja um País em cinzas como Iraque, Afeganistão ou pior ainda, um País sem lei, sem entidade, reduzindo a pobres diabos esta população sujeita a pontapés vindos de todos os lados sem sequer existir alguém capaz em defender-nos.
Uns tempos atrás uma das maiores riquezas de Portugal foi roubada ao povo, pelo próprio governo e, dada a terceiros secretamente sem o povo saber se foi vendida, dada ou comprada. O único comentário existente feito pelo Senhor comentarista Rebelo de Sousa disse que o governo fez um bom negócio vendendo os correios ao verdadeiro Deus que comanda o mundo chamado Goldman Sachs. Com esta venda o governo ganhou 580 milhões de Euros e além disso, o Senhor Arnaud intermediário da venda, entre o Goldman e o Governo, vai para a América trabalhar para Goldman Sachs. O Senhor Presidente da República disse que esta operação era muito boa para o País e se ele o disse eu digo a mesma coisa.
Tratando-se de uma televisão pública, como é possível pagarmos impostos, para pagar salários milionários a professores que dizem o que outros dizem, como se tratara de meia dúzia de papagaios que se repetem uns aos outros sem saber o que dizem.