domingo, 22 de março de 2015

Crescer e multiplicai-vos

Na época em que o Criador acabou de criar o Paraíso, é totalmente normal que diga aos seus súbitos para se multiplicarem. Porque ao mesmo tempo de criar o homem, criou também todos os ingredientes mais que suficientes para que este pudesse viver eternamente no paraíso terreste. Os milhões de espécies criadas, todas elas nasceram com um instinto desenvolvido para sobreviverem a todas as tempestades sem necessidade de terceiros; sabem bem o que lhes é ou não é permitido fazer, exceto o homem que se julga um Deus superior a todos os Deuses.
Sendo o homem, um ser privilegiado em relação a outras espécies, esta, não deixa de ser a mais criminosa, ignorante, escura, com complexos de inferioridade e superioridade sem limites, imaginando-se que é o que não é, tornando-se num ser altamente perigoso. Não é só o autor da bomba atómica que é criminoso, porque este pode fabricar mil bombas e não ter coragem de as fazer explodir. Criminoso é aquele que por dois reais não tem um mínimo de escrúpulos de obedecer ordens nefastas para a fazer explodir em qualquer parte, reduzindo a cinzas tudo o que encontra por diante.
O grande erro do Criador foi criar o homem com a capacidade de pensar, falar, imaginar e ao mesmo tempo deixar o mais forte aniquilar o mais débil, tornando-se assim, um circuito de rabo na boca que não chega a lado nenhuma. Continuamente a parte pensante está a tomar decisões em nome do bem - estar de uma sociedade. Por um lado, se criam condições de aborto, porque existe demasiada gente. Por outro, se tratam os velhos para morrerem mesmo antes de chegarem aos hospitais. Se criam crises económicas para que o bem - estar existente se transforme em pura escravidão. A instabilidade é o pão nosso de cada dia. Hoje beijos na boca, manhã pela manhã bombardeamentos com bombas inteligentes, destruindo velhos, crianças, mulheres e tudo que seja incomodo para o enriquecimento de meia dúzia de cobardes que mandam no mundo.
Perante este panorama esquizofrénico e desequilibrado em que se vive, é normal que a gente jovem pense duas vezes antes de se meterem num problema de procriar. Um País como o nosso, que não oferece um mínimo de garantias de sobrevivência, como é possível que Senhora Ministra das Finanças tenha o descaramento de dizer à gente jovem, (com um sorriso sarcasmo) que faça filhos? Prezada Senhora; as ruas de Portugal dia sim e outro também, estão cheias de vítimas roubadas pelos bancos, aldrabadas pelos políticos, escravizadas pelas empresas, sodomizadas pelos pedófilos e a Senhora ainda tem a coragem de dizer a esta pobre sociedade de ter filhos? Quem é a Senhora para dar conselhos de tal natureza? Já não chega a miséria em que se vive? Ou é que faz falta carne fresca para canhão?
Pobre País, pobre gente, como é isto possível? Além de escravizados ainda nos tratam como borregos! Será que é verdade?


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