Na época em que o Criador acabou
de criar o Paraíso, é totalmente normal que diga aos seus súbitos para se
multiplicarem. Porque ao mesmo tempo de criar o homem, criou também todos os ingredientes mais que
suficientes para que este pudesse viver eternamente no paraíso terreste. Os
milhões de espécies criadas, todas elas nasceram com um instinto desenvolvido
para sobreviverem a todas as tempestades sem necessidade de terceiros; sabem
bem o que lhes é ou não é permitido fazer, exceto o homem que se julga um Deus
superior a todos os Deuses.
Sendo o homem, um ser privilegiado em relação a outras
espécies, esta, não deixa de ser a mais criminosa, ignorante, escura, com
complexos de inferioridade e superioridade sem limites, imaginando-se que é o
que não é, tornando-se num ser altamente perigoso. Não é só o autor da bomba
atómica que é criminoso, porque este pode fabricar mil bombas e não ter coragem
de as fazer explodir. Criminoso é aquele que por dois reais não tem um mínimo
de escrúpulos de obedecer ordens nefastas para a fazer explodir em qualquer
parte, reduzindo a cinzas tudo o que encontra por diante.
O grande erro do Criador foi criar o homem com a capacidade
de pensar, falar, imaginar e ao mesmo tempo deixar o mais forte aniquilar o
mais débil, tornando-se assim, um circuito de rabo na boca que não chega a lado
nenhuma. Continuamente a parte pensante está a tomar decisões em nome do bem -
estar de uma sociedade. Por um lado, se criam condições de aborto, porque
existe demasiada gente. Por outro, se tratam os velhos para morrerem mesmo
antes de chegarem aos hospitais. Se criam crises económicas para que o bem -
estar existente se transforme em pura escravidão. A instabilidade é o pão nosso
de cada dia. Hoje beijos na boca, manhã pela manhã bombardeamentos com bombas
inteligentes, destruindo velhos, crianças, mulheres e tudo que seja incomodo para
o enriquecimento de meia dúzia de cobardes que mandam no mundo.
Perante este panorama esquizofrénico e desequilibrado em que
se vive, é normal que a gente jovem pense duas vezes antes de se meterem num
problema de procriar. Um País como o nosso, que não oferece um mínimo de
garantias de sobrevivência, como é possível que Senhora Ministra das Finanças
tenha o descaramento de dizer à gente jovem, (com um sorriso sarcasmo) que faça
filhos? Prezada Senhora; as ruas de Portugal dia sim e outro também, estão
cheias de vítimas roubadas pelos bancos, aldrabadas pelos políticos,
escravizadas pelas empresas, sodomizadas pelos pedófilos e a Senhora ainda tem
a coragem de dizer a esta pobre sociedade de ter filhos? Quem é a Senhora para
dar conselhos de tal natureza? Já não chega a miséria em que se vive? Ou é que
faz falta carne fresca para canhão?
Pobre País, pobre gente, como é isto possível? Além de
escravizados ainda nos tratam como borregos! Será que é verdade?
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